sábado, 21 de fevereiro de 2015

ATIVIDADES - 19 e 20 de Fevereiro - Fotos

Gabinete de saúde - Formação -  " Suporte básico de vida"



Educação Física - TRIBOL






Projeto de saúde JPA , Geografia - recepção aos alunos da Escola de Avis / Palestra "Violência no namoro"







Departamento de Línguas - Peddy Paper








Clube de Ciências / Projeto MARLISCO  -  Exposição - conferência 





Biblioteca - Exposição sobre Garibaldino de Andrade





Informática - Mostra de trabalhos e equipamentos




 Eco escola, Física e Química - " Vamos fazer sabão"





Universidade de Évora - Divulgação





Matemática - "Supertmatik"






Comunidade  Cenáculo - Animação de recreio



Departamento de Línguas - Almoço Europeu





Gabinete de Saúde - Palestra sobre a obesidade





Educação Física - Torneio de Voleibol 4x4




Gabinete de Saúde - Saúde paper






Informática - Workshop Android










Informática - Workshop PHPMySQL







Matemática - Formação  "calculadoras Cásio"






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Desfile de Carnaval do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor



O Carnaval celebra-se em países de tradição cristã. Dura tradicionalmente três dias e começa antes da Quaresma (na terça-feira anterior ao dia de cinzas).
Existem diferentes versões da origem da palavra Carnaval. Muitos situam-na na palavra latina carne vale (despedir da carne - que não se comerá nos 40 dias de Quaresma).Outras teorias são peremptórias em afirmar que a palavra Carnaval vem de Carrus Navalis, por influência das festas em honra de Dionísio, onde um carro, com um enorme tonel, distribuía vinho ao povo na Roma antiga.

Muitas das celebrações carnavalescas são bastante mais antigas do que a própria religião cristã, tendo sido alvo de diferentes manifestações ao longo da história. No fundo, todos os carnavais são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, dos bacanais de Roma e dos bailes de máscaras do Renascimento.


Os festejos carnavalescos, com o nome de Entrudo, foram levados para o Brasil pelos portugueses. Durante estes festejos eram levadas a cabo brincadeiras violentas, com os foliões a lançarem farinha, tintas e água suja uns aos outros. Estas práticas foram proibidas por lei e, por isso, passaram a ser utilizadas serpentinas de papel e confetti coloridos. Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles tem origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados atualmente.
















.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dr. José de Matos Fernandes - A Aula de um Mestre



Trabalhávamos a peça de Luís Stau Monteiro, Felizmente há Luar.  Era importante conhecer todo o contexto da mesma – o tempo da história, o tempo da escrita – o Portugal de Oitocentos, o Portugal do Estado Novo.  “ Professor vamos para a rua, o calor aperta nesta sala… queremos ar puro!”  -  Imploravam os alunos fartos das hermenêuticas claustrofóbicas da matéria e da monotonia da docência. “ E se vos trouxesse aqui alguém de Ponte de Sor que vos falasse desse tempo?” – Concordaram!
Contactámos o Dr. Zé : “ Filho, estou muito velho para ir até à escola e subir escadas…” -  Dizia-nos ele com aquela autoridade e ternura médica… “. - Mas Senhor Doutor nós vimos buscá-lo! – “ Olha filho se os alunos quiserem vir até minha casa, vou ver se lhes consigo dizer qualquer coisa.” - Aproveitámos com unhas e dentes a oportunidade. À hora marcada aparecemos. Ninguém faltou. À porta, impecavelmente vestido, esperava-nos uma figura ligeiramente curvada que sorria, com aquela alegria contagiante a impor uma simpatia imediata. - “ Entrem filhos… aqui para o meu escritório.” – Aguardavam-nos algumas cadeiras, uns bancos e três sofás. Rapidamente fizemos daquele microcosmo uma aula aconchegada. O mestre numa ponta, visível por todos, voava no maple entronizado. O silêncio espantado contrastava com o interesse de todos. E começou a falar! As mãos acompanhavam-no naquela concerto de sabedoria. Com uma lucidez total, uma lógica apetecível, uma capacidade de comunicação única, viajou pela história e pelas histórias da história. Contextualizou-nos o Portugal velho, as primeiras republicas… Livro vivo, fez-nos viajar pelas incongruências do salazarismo, pelas lutas de Humberto Delgado (a quem esteve ligado) pelas conjunturas que a história teceu.
O tempo correu célere: “ Fantástico professor, adorei!” – Segredavam-me os alunos. E o silêncio manteve-se durante a caminhada até à aula seguinte na escola. O deslumbramento da comunicação fazia-se, ainda, sentir.

Noventa e um anos de imensa sabedoria.

J.T.

In, Jornal Horizontes , Junho de 2011